23/11/2009
divina comédia romântica.
Aquele (re)encontro, seria o lado bom da vida. E pra isso acontecer, você teria que perdê-lo.
Então vamos ao roteiro.
Você escolheu aquele homem. É ele. Ou melhor, era ele. Mas de escolhas e perdas as comédias-romanticas vivem. Nós também. E então, não a nada que possa ser feito. Claro que tem a parte do filme, que você carrega o peso da culpa, desde o dia em que deram o último abraço. Então, aparece outra que se apaixona pelos ombros largos, e a gente deseja que ela não se apaixone tanto e enxergue que aquele abraço era/é o lado bom da vida.
E aí, você segue se confundindo mais. Se emocionando mais. Se enganando mais. Aparecem outros e outros. Até que em um belo dia comum, BUM! - o reencontro acontece. Anos depois. E ele te diz, que mesmo depois de ter conhecido mulheres que não eram maníacas por fotos, não bebiam nada com gelo, não viviam sem ar-condicionado, não tinham aquela bermuda laranja horrorosa, não eram mimadas, era VOCÊ que ele amava. Era em VOCÊ que ele pensava durante todos esses anos. E era você que ele queria.
Não seria muito mais fácil, se um filme criasse vida, e a tua história deixasse de ser apenas fotografias, de momentos felizes guardadas com carinho?



